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Prémio Intermarché Produção Nacional

Vencedores

Vencedor 9ª Edição
Produtos Transformados

Zidra

Quando a inovação combate o desperdício.

A Zidra transformou um problema – o desperdício de romãs fora do calibre comercial –numa solução diferenciadora e sustentável. Através da fermentação do sumo de romã, criou um produto autêntico, natural e com identidade própria, mostrando que a inovação pode nascer da terra e respeitar o ritmo da natureza.

Vencedor 8ª Edição
Produtos Transformados

Europastry

O bretzel de maçã de Alcobaça que homenageia a portugalidade

A Europastry é um grupo familiar com sede em Barcelona (Espanha), fundado em 1987 por um empreendedor que soube detetar uma oportunidade de negócio e investiu na tecnologia de frio para satisfazer as necessidades dos consumidores e dos profissionais de padaria e pastelaria. Chegou a Portugal há 25 anos, mas nos primeiros 10 não tinha produção própria nacional, comercializando apenas os produtos que importava do país de origem. Quando abriu a fábrica do Carregado, em Alenquer, tudo mudou. Duas linhas de produção garantiam um sortido de pastelaria doce e salgada e desde aí abastecem quer o mercado nacional como o internacional através de vários canais de vendas. Também começaram a desenvolver produtos com receitas originais. Um deles foi o bretzel, um laço de massa dinamarquesa com cobertura, primeiro com dois sabores, chocolate e amêndoa, que, entretanto, tem vindo a evoluir. “Tem sido um best seller, em vendas nacionais e além-fronteiras”, revela Luís Costa, diretor-geral. Em janeiro, abril e setembro a empresa faz campanhas de inovação internas para lançar novidades no mercado e foi numa destas campanhas, já este ano, que surgiu a ideia de criar um bretzel cujo conceito reforçasse a portugalidade e que trouxesse consigo o sabor da fruta portuguesa. Foi assim que nasceu o de maçã de Alcobaça.

A Europastry recorre, sobretudo, a matérias-primas de qualidade e locais ou nacionais, por questões de sustentabilidade. Por outro lado, não usa conservantes artificiais, sendo o frio, através da congelação, o garante da conservação saudável dos seus produtos. Há, também, uma preocupação social forte, acrescenta o responsável: “Aliamos a tecnologia e a tradição com uma componente de mão de obra grande, fator de empregabilidade local”.

Com o Prémio Intermarché Produção Nacional, a marca espera chegar a um grupo ainda mais abrangente de consumidores.

Produto: Bretzel de maçã de Alcobaça


Vencedor 8ª Edição
Produtos Transformados

Servipal

O cozido à portuguesa que, num instante, está na mesa.

Susana Santos trabalhou 25 anos como administrativa, sempre a acalentar o sonho de ter um negócio seu. Há cerca de nove anos, achou que devia avançar. Envolveu o marido, compraram uma propriedade e decidiram-se por uma unidade de fazer enchidos, até porque havia ligações familiares ao negócio da carne. Montaram uma fábrica, criaram a marca Quintinha d’Aldeia e arriscaram tudo. “Começámos do zero, optando pelos enchidos tradicionais, mas a dada altura senti necessidade de inovar, de fazer diferente e de fazer chegar ao consumidor produtos que não existissem no mercado”, conta.

Como estão localizados na zona ribatejana de Pernes, a primeira novidade foi um chouriço de touro bravo, comercializado sob a marca Fumeiros da Lezíria, entretanto já medalhado em eventos de gastronomia. A inovação, acrescenta, “trouxe reconhecimento, notoriedade e credibilidade aos nossos produtos”. Mas as ideias são, tal e qual as palavras, como as cerejas: vão umas atrás das outras. Num almoço de família de cozido à portuguesa nasce, de uma brincadeira, mais um enchido: o Cozido d’Aldeia. Logo começaram a fazer experiências até chegarem ao produto que têm hoje, uma reinterpretação do cozido à portuguesa à moda da Quintinha d’Aldeia: “Tem as carnes e os enchidos metidos numa tripa natural de vaca, tudo feito manualmente, e tem o gostinho do nosso cozido. Basta aquecer para estar pronto a servir, devendo ser cortado grosseiramente. Junta-se couves, batatas e cenouras cozidas e, num instante, está na mesa”.

O Cozido d’Aldeia contém chouriço de carne e de sangue, morcela, farinheira e várias carnes, todas da região do Ribatejo. “Ter produtos inovadores deixa-me muito feliz. Hoje em dia, quem não procurar inovar e fazer diferente começa a ficar para trás”, considera a produtora que está a concorrer ao Prémio Intermarché incentivada pelos dois filhos, que já seguem as pisadas dos pais. A Luana está a estudar Gestão e ajuda a mãe na divulgação dos produtos, enquanto o Leonardo apoia o pai na produção.

Produto: Cozido d’Aldeia


Vencedor 8ª Edição
Produção Primária

Tomar Natural

A spirulina cultivada de forma artesanal que é benéfica para a saúde

Fornece energia, reduzindo o cansaço, fortalece o sistema imunitário e o sistema cardiovascular e tem propriedades anti-inflamatórias, entre outras. Falamos da spirulina (Arthrospira Platensis), uma cianobactéria em forma de espiral que vive em meio aquático. A sua riqueza nutricional e consequentes benefícios há muito são conhecidos e já nos anos 70 as Nações Unidas a consideravam um “alimento do futuro”. Influenciados pelas suas características, Ana Pereira e o marido resolveram, numa antiga quinta agroflorestal em Tomar, dedicar-se à sua produção de forma artesanal.

Corria o ano de 2018, mas o sonho de instalar um projeto agrícola nuns terrenos da família surgiu alguns anos antes quando, após mais de uma década a viverem no estrangeiro, onde se conheceram, resolveram regressar. “Pensámos inicialmente em vários produtos, como cogumelos, frutos vermelhos ou espargos, mas não sentimos grande abertura do mercado”, conta a produtora.

Entretanto, tiveram conhecimento pela Comunicação Social de uma produção de spirulina no Algarve e quiseram ver de perto o produto dela resultante. Foi aí que aprenderam tudo o que sabem sobre esta “microalga”, apoio que os motivou a prosseguir caminho. Entretanto, em 2014, “começámos a comer spirulina, demo-nos muito bem e quisemos saber mais, o que nos levou a visitar outros produtores na Europa e onde nos deparámos com uma grande solidariedade. Percebemos que era um projeto não apenas com visão de negócio em si, mas que também tinha valor social e ético associado a ele”, acrescenta.

Esta segurança permitiu ao casal criar, então, a Tomar Natural, que já vai na sua quarta época de produção. Cultivada em tanques, numa estufa, a spirulina da marca é filtrada e prensada antes da desidratação, que é feita a baixas temperaturas, sendo comercializada em formato de “palhinha” ou em pó. Agora, o casal quer continuar a divulgar o seu produto, para mostrar todos os seus benefícios.

Produto: Spirulina Artesanal


Vencedor 8ª Edição
Produção Primária

Salivitae

Salicórnia, o “espargo do mar” ou “sal verde” que substitui o sal de cozinha

Dois profissionais das áreas de gestão de espaços rurais e de gestão costeira, nomeadamente de salinas, juntaram-se, em 2017, para criarem um projeto de produção de Salicórnia ramosíssima, uma planta também conhecida por “sal verde”. O objetivo era a exportação deste produto em fresco, sobretudo para a Holanda, Bélgica e França, mercados onde estava sobejamente divulgado, ao contrário do português.

O que não deixa de ser curioso, dado que a salicórnia já era usada, pela sua riqueza em vitamina C, no tratamento do escorbuto nas caravelas que cruzavam os mares por altura dos Descobrimentos, embora só as pessoas que trabalhavam em salinas ou próximo delas é que conheciam as suas propriedades culinárias. É que a planta, além de nutritiva, apresenta um sabor salgado, podendo ser utilizada na cozinha como substituto do vulgar sal marinho, mas com menos teor de sódio, o que a torna mais saudável.

Três anos mais tarde, o tempo necessário para se certificar como produção biológica, a Salivitae deu então início à comercialização da sua salicórnia e agora os dois sócios estão a estudar a melhor estratégia para entrarem no mercado nacional, até porque, devido às condições climatéricas de seca que o país atravessa, este pode ser um tipo de agricultura com futuro. A planta pode ser cultivada em terrenos outrora férteis para as culturas “tradicionais” e hoje abandonados por escassez de água, já que a rega pode ser realizada com água salobra ou salgada.

Além disso, explica Hugo Mariano, um dos mentores do projeto instalado em Portimão, “este cultivo tem desperdício alimentar zero. O caule comprido da planta, que parece um espargo, divide-se em três partes, cortamos as pontas para venda em fresco, o restante até à raiz usamos para fazer ‘sal verde’ desidratado, que é um dos nossos novos produtos derivados, e as raízes são comercializadas para ração animal”. Um contributo para a proteção do planeta, que se junta ao facto de a Salivitae produzir toda a energia que gasta na sua atividade, através de painéis fotovoltaicos que alimentam a exploração de meio hectare.

Produto: Salicórnia


Vencedor 8ª Edição
Ideias com potencial

Quinta dos Fumeiros

O cachaço fumado com queijo de cabra que mistura duas tradições minhotas

A Quinta dos Fumeiros é uma empresa tradicional que aposta na inovação e em produtos diferenciadores. Nasceu há 23 anos, em Poiares (Ponte de Lima), pela mão de três irmãs para dar seguimento a uma atividade familiar já antiga: a criação de suínos e a produção de enchidos. Entretanto, duas das irmãs acabam por seguir caminhos diferentes e Deolinda Campelo, apaixonada pelo negócio transmitido pela mãe, fica sozinha à frente do projeto de transformação de enchidos tradicionais feitos de forma artesanal.

Mantendo o foco nos produtos de excelência, foi crescendo e diversificando a oferta ao encontro das exigências do mercado e dos novos hábitos de consumo. Surgiram assim os primeiros enchidos de aves, nomeadamente o chouriço e o presunto de peru, o chouriço de frango, o peito de pato fumado e fatiado, que são hoje imagem de marca da casa. A par da qualidade, o sabor constitui a grande aposta de diferenciação (e o segredo) dos enchidos da Quinta dos Fumeiros, tendo por base principal o tempero tradicional minhoto com vinha de alhos e o fumeiro com lenha de azinho.

Sempre à procura da novidade, recentemente, criou um cachaço com queijo amanteigado de vaca da queijaria Senras, uma combinação de dois produtos ancestrais da região do Minho. Acabou por inspirar uma nova mistura de sabores que Deolinda Campelo considera “o casamento perfeito”: um cachaço fumado com queijo de cabra, em formato prato. “Fizemos uma parceria com uma pequena queijaria tradicional de Melgaço, cujos produtos têm elevada qualidade, e começámos a realizar experiências até alcançarmos o ponto ideal em sabor. O nosso cachaço de porco em conjunto com este queijo de cabra saiu muito bem”, conta a produtora que pretende desenvolver mais parcerias com outras pequenas empresas tradicionais para continuar a inovar.

Produto: Cachaço fumado com queijo de cabra


Vencedor 8ª Edição
Ideias com potencial

Planalto Dourado

O doce de ruibarbo que quer conquistar o paladar dos portugueses

A Planalto Dourado, fundada em 2005, renasce de uma antiga e tradicional casa vitícola beirã de Freixedas (Pinhel), cuja produção foi reconvertida em modo biológico. Na família de Conceição Matos, a sócio-gerente, a quinta, de 45 hectares, sempre se pautou por uma grande diversidade de culturas, umas de regadio, outras de sequeiro, dos frutos aos produtos hortícolas e às plantas aromáticas e medicinais.

Hoje, com tudo o que produz, oferece uma vasta gama de óleos essenciais e de doces, onde se inclui o produto a concurso neste Prémio Intermarché Produção Nacional: um doce de ruibarbo extra. Pouco divulgado entre nós — o ruibarbo é uma hortícola rica em fibras consumida sobretudo nos países mais a norte do globo, quer da Europa como da América — esta produtora está empenhada a dá-lo a conhecer aos portugueses. “A maioria das nossas culturas são as tradicionais que se destacam no nosso país e quando incluímos o ruibarbo a intenção foi inovar, fazer diferente, além de, pelo seu sabor acidulado, dar um caráter menos adocicado aos doces que produzimos e daí o misturarmos com frutos”, conta.

Recentemente, a marca quis arriscar e fazer um doce de ruibarbo puro, ou seja, sem misturas, que está a ser comercializado sobretudo em lojas biológicas, mas a ideia é escalar, já que a produção assim o permite. “É uma cultura que se expande facilmente de um ano para o outro e acredito que quem o experimenta fica fã”, explica a gerente.

As aplicações culinárias deste vegetal, que deve ser consumido cozinhado devido à sua acidez, são várias, sobretudo em sobremesas e doces, mas já há cozinheiros que o integram em pratos principais, pelo que o seu potencial é grande. Basta descobri-lo.

Produto: Ruibarbo em doce extra

Vencedor 7ª Edição
Produção Primária

Alberto Neto

A Casa Agrícola de Valbom (1720) primou desde sempre pela produção de produtos agrícolas distintos, destacando-se o azeite.

Atualmente, a Casa Agrícola é composta por 250ha de olival tradicional, dos quais grande parte são compostos por oliveiras centenárias, de variedades autóctones – Verdeal Transmontana, Cobrançosa e Madural – sendo os restantes olivais, mais jovens, mas mantendo as variedades autóctones, visto que a Casa Agrícola valoriza a inovação, as tradições e origens e a sustentabilidade ambiental.

O produtor decidiu lançar uma marca própria de azeite biológico, distinguindo-se da marca Casa Valbom (já no mercado nacional desde 1971), apostando nos olivais mais jovens, oferecendo assim ao mercado um produto que transmite sabedoria, confiança e qualidade. O azeite Estacal é proveniente de um processo rigoroso e controlado, desde o cuidado dos olivais à seleção das azeitonas (apenas provenientes da árvore) até à sua transformação em lagar próprio.

Produto: Azeite Virgem Extra Biológico


Vencedor 7ª Edição
Produção Primária

FHZ – Investimento Agrícolas

A FHZ – Investimentos Agrícolas surgiu em maio de 2017, conhecida como “Quinta dos Frescos”, e é uma empresa produtora de espargos biológicos no concelho de Ferreira do Zêzere.

Conta com um total de 13ha de área plantada de Espargos Verdes e 1ha de Espargos Roxos. Sem produtos químicos de síntese, adaptam as técnicas de produção que foram deixadas pelos antepassados. A certificação Bio confere-lhes um selo oficial emitido de acordo com a legislação em vigor a todos os produtores que se comprometem a respeitar os ciclos naturais, a terra que trabalham, e, acima de tudo, que se comprometem a respeitar as gerações futuras.

O projeto está assente em 3 compromissos: devolver à terra mais do que ela nos dá; oferecer produtos sempre frescos e livres de produtos químicos; e enriquecer a experiência dos colaboradores enquanto seres humanos.

Produto: Espargos Verdes e Espargos Roxos


Vencedor 7ª Edição
Produtos Transformados

Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito

Um saber milenar, um vinho de origem centenária. Símbolo maior do Alentejo, é um saber que passou de geração em geração com um património cultural muito próprio, que se impõe preservar e inscrever no legado cultural da região da Vidigueira, coração do Vinho de Talha.

É uma técnica de fazer vinho em grandes vasilhas de barro, ânforas ou talhas. A produção de Vinho de Talha através das uvas provenientes de vinhas centenárias pretende, não só ter uma identidade fortíssima no que toca aos aromas, mas também preservar estas vinhas centenárias e castas brancas que vão desaparecendo nesta região: Antão Vaz, Roupeiro, Manteúdo, Diagalves, Larião e Perrum.

A Adega tem apoiado os seus associados para preservarem estas vinhas centenárias, mantendo-se fiel ao processo mais tradicional.

Produto: Vidigueira Vinho de Talha


Vencedor 7ª Edição
Produtos Transformados

Cooperativa Leite Montanha

Este projeto passa por apresentar um queijo diferenciado pela coloração branca, cremosidade e sabor único e intenso, com ligação à Ilha do Pico e à sua história.

O formato é típico do queijo do Pico – redondo com cerca de 3 a 5 cm de altura, entre 14 a 16 cm de diâmetro e com um peso entre 700 a 850 gramas.

A embalagem conserva e acondiciona o queijo, permitindo-o respirar, e promove a ilha e a história, a identidade e origem do queijo. Desvenda ainda os quatro mistérios existentes no Pico, ganhando o consumidor curiosidade de visitar a ilha.

Com foco na sustentabilidade familiar dos produtores e melhoria das condições dos seus funcionários, juntam o saber empírico dos colaboradores, habituados a trabalhar queijos neste formato, e um toque inovador, alterando e adicionando alguns componentes, resultando num queijo do Pico com um novo sabor e uma nova apresentação de um queijo.

Produto: Queijo “Ilha dos Mistérios”


Vencedor 7ª Edição
Ideias com potencial

GRAND CAROB

GRAND CAROB surge com o objetivo de criar valor do recurso precioso que é a alfarroba, pretendendo tornar-se a marca de referência internacional para os produtos feitos com alfarroba.

Em julho de 2020 lançaram a primeira bebida vegetal feita com Alfarroba: 100% vegetal e natural, a bebida de alfarroba tem uma textura aveludada e um sabor único que se destaca pelas suas notas achocolatadas. Todos os produtos são criados de forma mais natural possível, sem recorrer a produtos artificiais e sempre a valorizar a matéria-prima.

Foi criada a pensar nas novas exigências – o mercado procura produtos 100% naturais, frescos, que mantenham os ingredientes e o sabor de produtos acabados de fazer.

Produto: Bebida de Alfarroba


Vencedor 7ª Edição
Inovação em embalagem

FRAGOGEL

Um gelado que é um tributo à típica torta Algarvia feita com frutos secos da região do Mediterrâneo: alfarroba, amêndoa, avelã e figo.

Em 2018, este sabor foi distinguido na edição portuguesa do Gelato Festival (Competição Internacional de Gelados) com o prémio de melhor gelado de Portugal. Em 2019 a marca adquiriu a certificação biológica e o gelado Mediterrânico passou a ser vendido em caixas isotérmicas de 400 ml em supermercados biológicos a nível nacional.

A Fragoleto trabalha com produtores biológicos nacionais para o fornecimento das principais matérias-primas que compõem este produto, contribuindo para a sustentabilidade social das economias locais.

Produto: Gelado Biológico Mediterrâneo

Vencedor 6ª Edição
Produção Primária

Joaquim António Isidro Farófia

Joaquim Farófia era construtor, mas a última crise económica levou-o a seguir ou-tros caminhos, e, de hobby, a apicultura passou a ser, desde 2016, a sua principal ocupação.

Na altura tinha meia dúzia de colmeias, hoje conta com quase 1200. “Eu sabia que me conseguia governar”, assegura este produtor de Reguengos de Monsaraz, que produz por ano cerca de 27 toneladas de mel de rosmaninho (planta autóctone da região).

Joaquim conhece as abelhas como ninguém e trata-as com todo o carinho, para garantir a manutenção do “exército” e a produção, chegando a alimentá-las, a fazer criação de abelhas-rainhas e a ajudar no acasalamento. Todo o seu conhecimento sobre estes insetos voadores, tão importantes para o planeta nos processos de polinização, vem dos livros e do gosto particular por esta temática e pela Natureza em geral.

O “néctar dos deuses” (como também é conhecido o mel desde a Antiguidade) deste produtor alentejano chama-se Margens do Alqueva e já participou em dois concursos, de onde saiu vencedor: o último foi na Feira da Agricultura de 2019, tendo arrecadado duas medalhas — uma de prata, na categoria de Mel de Rosmaninho, e outra de ouro, na categoria de Embalagens de Mel, devido à originalidade do rótulo, desenhado pela filha. Atualmente embalado numa melaria certificada no Montijo, o grande objetivo de Joaquim Farófia para o futuro é certificar a sua própria melaria, até porque, considera, “é uma mais-valia para a terra”.

Produto: Mel de Rosmaninho “Margens do Alqueva”


Vencedor 6ª Edição
Produção Primária

José Augusto Roque do Rosário Azóia

Filho e neto de agricultores, José Azoia “herdou” o gosto por lavrar a terra e tam-bém uma variedade de grão-de-bico cuja semente está há décadas na família — a Casal Vouga, nome que homenageia a primeira fazenda adquirida pelo pai.

José ainda chegou a frequentar a Escola Agrária, mas em 2006, e sempre ligado à agricultura, resolveu emigrar. Angola e França foram os destinos escolhidos e a experiência valeu-lhe um conjunto de ensinamentos práticos e técnicos que se revelariam preciosos no futuro. “Aprendi muito!”, diz. Há cerca de quatro anos regressa a Portugal, à região que o viu crescer, instalando-se perto de Casével (Santarém) como jovem agricultor, determinado a dar continuidade à atividade dos seus ascendentes, que já cultivavam o grão-de-bico, entre outras culturas, em modo de produção de sequeiro.

A Casal Vouga, segundo explica o seu produtor, é uma variedade que se diferencia da concorrência pelo seu calibre maior e por cozer facilmente. No entanto, a grande mais-valia deste projeto está na dinamização de uma cultura em desuso, sobretudo no Ribatejo, ao mesmo tempo que abre as portas a outros agricultores para que possam usufruir dela. “A minha semente está a proporcionar mais uma fonte de rendimento, não apenas a mim como a outros agricultores da região, que são meus parceiros. Além disso, queremos fazer o melhor que soubermos e sermos reconhecidos por isso”, revela José, com o orgulho de ver, assim, desenvolver–se todo um trabalho geracional que não quis que se perdesse nos tempos. Pelo menos no seu.

Produto: Grão de Bico “Casal do Vouga”


Vencedor 6ª Edição
Produtos Transformados

Bézé Arte e Decoração, Lda.

As tradições queijeiras artesanais da família foram uma inspiração para, em 2018, Anabela Gaspar agarrar no projeto “Queijo da Fonte”.

Afamado por ser amanteigado e ter pouco sal, pouco comum num queijo de cabra, a história deste produto de sabor intenso e textura aveludada remonta, no entanto, há cerca de uma década, quando os antigos proprietários da queijaria que o produzia procuraram desenvolver um queijo de excelência e único. “Gostávamos muito deste queijo, o único amanteigado de cabra que conhecemos, pelo que quando soubemos que os donos queriam fechar a queijaria decidimos aprender a fazê-lo e ficar com a mesma”, revela esta produtora do Ladoeiro (Idanha-a-Nova) que, além disso, pretende acrescentar valor e criar dinâmica económica nesta biorregião da Beira Baixa.

O leite usado na sua confeção está certificado como biológico, o que não acontecia anteriormente, e é oriundo exclusivamente de explorações das redondezas, cujos caprinos pastoreiam livremente em pastagens naturais. Como tem pouco sal e é fabricado artesanalmente (não há dois queijos iguais), implica uma componente manual mais trabalhosa. “É preciso tratá-lo com mimo, mas vale a pena, pois confere ao queijo uma maior qualidade”, explica Anabela. O projeto prevê, no futuro e numa perspetiva de economia circular, aproveitar o soro do leite na sua totalidade, em subprodutos como iogurte, queijo fresco, manteiga e requeijão.

Produto: Queijo de Cabra Artesanal Biológico


Vencedor 6ª Edição
Produtos Transformados

Miguel Gonçalo de Barros e Vasconcelos Guisado

Os pomares instalados na encosta basáltica do Monte Socorro, na zona oeste de Portugal, terão servido de principal centro de observação e comunicação, no iní-cio do século XIX, durante a defesa das Linhas de Torres Vedras então construídas.

Muitas dessas árvores de fruto, com perto de 160 anos, fazem ainda hoje parte da Quinta da Póvoa, uma propriedade com 63 hectares, localizada em Aldeia da Serra (Turcifal), então quartel-general das tropas e por onde terá passado o célebre general britânico Wellington. Daí o nome (Old Nosey) daquela que é atualmente uma marca de aguardente de perada de pera-rocha. O projeto nasceu pela mão do proprietário da quinta, Miguel Guisado, cujos antepassados já ali se dedicavam à lavoura, com o objetivo de escoar a produção da pera oriunda destes pomares antigos e tradicionais de sequeiro e elevada qualidade, produzindo uma bebida espirituosa premium. “Foi há cerca de seis anos que comecei a fazer experiências até chegar ao produto diferenciador que temos hoje e que tem todas as condições para ser um sucesso”, refere o produtor.

Com uma produção anual de pera-rocha próxima das 40 toneladas e uma capacidade para destilar cerca de cinco mil garrafas de aguardente, a aposta recai agora na divulgação da marca, registada no final de 2018, para crescer tando no mercado nacional como internacional.

Produto: Aguardente de Perada de Pera Rocha “Old Nosey”


Vencedor 6ª Edição
Inovação em embalagem

Arvólea, Sociedade Unipessoal

A cultura de azeite em Portugal perde-se no tempo, estando muito enraizada nas gentes da região de Trás-os-Montes e na família de Vítor Baptista, que desde sem-pre se dedicou à produção daquele “néctar dourado”, como também é conhecido o produto extraído da azeitona. “Tem a ver com as minhas raízes, sempre tivemos azeite em casa e sempre se produziu azeite das nossas oliveiras”, recorda o produ-tor de Macedo do Mato (Bragança), que quer perpetuar a tradição com um azeite diferente, de uma variedade cuja qualidade tem sido desvalorizada e que por isso pretende reabilitar: a santulhana.

A aventura começou há cerca de dois anos, quando resolveu fazer gelado deste azeite e dá-lo a degustar numa feira da região. A iniciativa despertou o interesse de muitas pessoas e também de um professor reformado do Instituto Politécnico de Bragança que sempre acreditou no valor da santulhana, mas que, no entanto, nunca até ali tinha encontrado um produtor que quisesse desenvolver um azeite a partir desta azeitona autóctone. De imediato estabeleceu contacto entre dois dos seus discípulos e Vítor Baptista, uma parceria que viria a tornar-se muito valiosa para o desenvolvimento do projeto Arvólea.

A verdade é que este azeite, com um picante forte e sabor “verde”, trabalhado no lagar A Roda das Delícias e apresentado numa embalagem de design exclusivo, já ganhou várias medalhas em concursos internacionais. Uma aposta ganha e um exemplo de que acreditar é o primeiro passo para fazer acontecer.

Produto: Azeite Biológico “Arvólea”


Vencedor 6ª Edição
Ideias com potencial

Engenho dos Paladares, Lda.

Há oito anos, o padre Samuel Guedes quis criar uma empresa que pudesse dar oportunidade de emprego a desempregados (sobretudo de longa duração) e com os seus lucros ajudar os centros sociais e paroquiais de Frazão, Arreigada e Ferreira.

Na altura, a desativação de uma antiga queijaria da região tinha-lhe dado o fôlego de que necessitava para avançar com o projeto. Aproveitou o know-how de algumas pessoas que estavam ligadas à mesma e “ressuscitou-a”. Deu-lhe o nome de Engenho dos Paladares, está sediada em Arreigada (Paços de Ferreira) e, além de queijos, sob a marca Paladares Paroquiais também faz biscoitos, compotas e licores. Hoje, é gerida pelo pároco que lhe sucedeu, João Pedro Ribeiro, que desde que assumiu funções, em dezembro de 2018, continua a inovar.

Os queijos, apenas de leite de vaca, diferenciam-se pelas várias combinações de paladares. “Quem aprecia uma boa tábua de queijos gosta de um bom cruzamento de sabores”, diz. Combinações que vão desde orégãos e alho, piripíri, salmão ou presunto… sendo que neste momento estão a ser feitas experiências com diversos tipos de sementes, mas a receita base já está finalizada. E como nem só de sabores vive este queijo pacense, do amanteigado ao curado, a oferta é variada. O mais recente tem três meses de cura. Agora, o objetivo passa por ampliar as atuais instalações, para produzir mais e assim chegar a todo o país e até exportar.

Produto: Queijos Paladares Paroquiais

Vencedor 5ª Edição
Produção Primária

PEC Nordeste com a Cooperativa Agrícola dos Arcos de Valdevez e Ponte da Barca

A PEC Nordeste e a Cooperativa Agrícola dos Arcos de Valdevez e Ponte da Barca iniciaram, em 2014, uma parceria para a criação e comercialização da Carne de Cachena DOP, uma raça bovina de pequeno porte (a altura ao garrote não chega aos 1,15 metros), típica da alta montanha, que integra o património genético nacional (autóctone da península Ibérica).

A Cachena da Peneda é criada no Solar da Raça, em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês, território classificado como Reserva Mundial da Biosfera, pela UNESCO, por ser um “laboratório vivo” para a “conservação de paisagens, ecossistemas e espécies” e para “o desenvolvimento sustentável a nível social, económico, cultural e ecológico”.

A alimentação equilibrada, sustentada no pastoreio livre em pastos naturais e complementada pelos cereais produzidos na exploração, é essencial para uma carne de excelente qualidade e identidade própria: tenra, ligeiramente húmida e muito suculenta, com pouca gordura intramuscular e uma consistência firme. Esta qualidade levou a organização internacional Slow Food a classificá-la no catálogo de “sabores esquecidos” e “ameaçados pela standardização industrial, mas com viabilidade económica e potencial comercial”.

A PEC Nordeste é uma empresa do Grupo AGROS, que opera há mais de 20 anos no apoio à produção pecuária nacional, na criação, abate, desmancha e comercialização bovinos, suínos e ovinos/caprinos.

Produto: Carne da Cachena da Peneda DOP


Vencedor 5ª Edição
Produção Primária

Agrotamanhos

A Agrotamanhos traz aos consumidores a única castanha DOP “Soutos da Lapa” do país, um fruto de qualidade que valoriza a variedade Martaínha.

De sabor, calibre e aspeto diferenciador, a Castanha Soutos da Lapa DOP é obtida com total respeito pelas práticas ancestrais da produção, com os castanheiros a crescer o mais naturalmente possível e mantendo a apanha manual, assim como a escolha da castanha, que se faz “uma a uma”, e que é seguida de um sistema de polimento que evidencia o brilho natural da variedade Martaínha.

Na Agrotamanhos, a tradição é apoiada pela ciência – houve inclusive colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – para responder aos exigentes requisitos da Denominação de Origem Protegida (DOP), da certificação em Modo de Produção Integrada e da medida agroambiental de Conservação do Solo.

Desta conjugação de saber tradicional e científico nasce o equilíbrio e a biodiversidade do ecossistema dos soitos, condições essenciais para obter uma castanha capaz de valorizar este alimento endógeno 100% português.

A Castanha Soutos da Lapa DOP chega ao consumidor em embalagens rústicas de 1 kg.


Vencedor 5ª Edição
Produtos Transformados

MVPGIN – Alimentos e Destilados

A ribatejana MVPGIN nasceu do sonho de um produtor de Abóbora Manteiga que, com mais quatro empreendedores, decidiu investir na produção de destilados e especializar-se em Gins.

O seu primeiro gin – Gotik Gin – tem a Abóbora Manteiga como ingrediente inédito e as sete destilações a que é sujeito resultam num suave London Dry, cristalino, de lágrima orgulhosa e persistente.

O primeiro gin ribatejano junta à abóbora 21 outros botânicos provenientes de produtores certificados da região, que lhe atribuem um bouquet distintivo e um caráter exuberante.

Além de aproveitar abóbora não comercializável por défice de calibre (que seria desperdiçada), Gotik Gin é destilado segundo técnicas ancestrais, em alambique de cobre, e a produção é apoiada por etanol, energia limpa ´gerada’ internamente.

O nome Gotik e a imagem que o representa são um tributo à arquitetura da capital do Ribatejo e do Gótico – Santarém -, simbolismo que tem sido levado a prestigiados concursos internacionais nos quais, neste primeiro ano, este gin já conquistou três prémios nas categorias puro e tónico.

Apostada em afirmar-se como uma destilaria de autor, a MVPGIN está já a realizar uma aposta estratégica na diversificação, com o desenvolvimento e comercialização de outros destilados.

Produto: GOTIK GIN


Vencedor 5ª Edição
Produtos Transformados

ManzWine

A ManzWine é uma Boutique Winery empenhada na recuperação do passado vitivinícola da Aldeia de Cheleiros, Mafra e na recuperação de património vitivinícola e ampelográfico português, que assumiu como missão resgatar da extinção a uva autóctone Jampal.

A sua aposta passa pela plantação de uvas autóctones portuguesas, em especial a casta Jampal, e pela produção de vinhos de qualidade, que chegam já a 21 mercados internacionais. Na sua produção, salienta-se o único Monocasta Jampal do mundo, já considerado entre os 50 Melhores Vinhos de Portugal.

Além da vinha própria e de nova plantação em áreas recentemente adquiridas, a ManzWine estimula agricultores locais a plantarem ou recuperarem vinhas, apoia-os tecnicamente e assegura a compra da sua uva. A colheita própria é feita manualmente, assim como o transporte das uvas para a adega, e a tradição mantém-se também nos tintos, com os vinhos de lote.

A vertente de enoturismo é igualmente central na sua atividade e, além de ter construído um museu dedicado à história da aldeia e do vinho de Xeleiros, transformou um dos prédios mais antigos da aldeia na sua adega, onde recebe visitantes de todo o mundo.

Produto: Vinhos ManzWine


Vencedor 5ª Edição
Inovação

Brejo da Gaia – Queijaria Artesanal Gourmet

Os benefícios do leite de cabra e do Kefir juntam-se num Queijo de Kefir de Leite de Cabra, que se pode saborear atabafado e simples, e para quem preferir com orégãos ou recheio de compota artesanal.

Produzido com leite de produção própria e de forma manual, o Queijo de Kefir de Leite de Cabra é um queijo macrobiótico e integra a categoria dos chamados “superalimentos”, com baixo teor de lactose e de gorduras nocivas, propriedades probióticas e de reforço imunitário.

Apresenta-se numa embalagem simples, em papel e cartão reciclado, alusiva ao tipo de produção artesanal.

Este queijo é uma inovação da Brejo da Gaia, uma queijaria criada por dois irmãos zootécnicos em 2012, no seio de uma exploração de caprinos, o que lhe permite transformar o seu próprio leite de forma artesanal, moldando cada queijo individualmente. Vários prémios têm reconhecido os seus queijos, inclusive já este ano, com duas medalhas de ouro e uma de prata.

Produto: Queijo de kefir de leite de cabra


Vencedor 5ª Edição
Ideias com potencial

Quinta dos Fumeiros

A Quinta dos Fumeiros destacou-se com um inédito Peito de Pato Fumado Fatiado, uma sugestão sofisticada que conjuga funcionalidade e tradição.

Pronto a comer, o Peito de Pato é produzido de forma artesanal, com o tempero de vinha de alhos típico do Minho, e defumado com lenha de azinho, o que lhe confere um sabor único.

Além de ampliar as variedades de fumeiro de aves disponíveis no mercado, a opção pelo pato permite levar aos consumidores uma carne nobre, de sabor marcante e com características que vão ao encontro de uma alimentação mais saudável, já que o pato é mais digestivo e menos calórico do que outras carnes de ave (frango, por exemplo), sendo fonte de zinco, ferro e vitaminas do Grupo B.

‘Inovar a Tradição’ é a estratégia que tem levado a Quinta dos Fumeiros a crescer de forma sustentável, desde a produção de enchidos de porco que esteve na sua origem, em 2006, às cerca de 30 referências de produtos de fumeiro, de aves e porco que disponibiliza atualmente sob o lema “Pequeno produtor, grande sabor”.

Produto: Peito de pato fumado fatiado

Vencedor 4ª Edição
Produção Primária

PEPE Aromas

O figo da Índia é o principal produto da exploração da PEPE Aromas, empresa que se dedica à produção e comercialização do vulgarmente conhecido por “figo-da-índia” (Opuntia Ficus Indica). Além do fruto, praticamente toda a planta é utilizável, seja para alimentação seja para a indústria cosmética (palmas, flores e sementes).

A Pepe Aromas é uma empresa agrícola familiar que nasceu em 2013, com intenção de desenvolver um projeto biológico, sustentável, que promova boas práticas ambientais na agricultura. A Pepe Aromas é assim uma empresa de agricultura biológica, certificada em MPB pela SATIVA, e em processo de certificação pela Global Gap.

Produto: figo da Índia


Vencedor 4ª Edição
Produção Primária

Orivárzea

O arroz carolino é um tipo de arroz genuinamente português, e que, após longos anos de esquecimento, entrou em processo de recuperação pelo empenho da Orivárzea e dos produtores portugueses que asseguram a produção deste produto.

A Orivárzea é o maior produtor de arroz de Portugal, o maior agrupamento e o maior produtor de arroz carolino. É a única empresa do sector que tem todo o processo, desde a semente que é multiplicada anualmente para produção própria e também para outros produtores, passando pela armazenagem em condições excelentes para que o cereal se mantenha em excelentes condições, tendo hoje o maior centro de armazenagem deste cereal em Portugal, passando depois pelo descasque, branqueamento e embalamento do arroz por si produzido, finalizando com a comercialização do arroz embalado nas suas marcas BOM SUCESSO, BABY RICE E BELMONTE e em marcas de alguma distribuição, como por exemplo a marca Terra dos Sabores.

Produto: arroz carolino


Vencedor 4ª Edição
Produtos Transformados

Padaria e Pastelaria A Flor de Aveiro

O Morgado do Bussaco é um doce Tradicional, oriundo da Mata do Bussaco, do distrito de Aveiro.

É um bolo à base de 0% de farinha de trigo (isento de Glúten), noz, ovos moles de Aveiro IGP e mel. A paixão pela doçaria tradicional e conventual dos sócios Pedro e Milú, levaram-nos a recuperar uma receita perdida e, após testes e melhorias diversas, chegaram a “Bolo Morgado do Bussaco”, que rapidamente se tronou na referência das diversas especialidades da empresa.

A empresa Padaria e Pastelaria Flor de Aveiro, Lda. abriu ao público em 1995. Em 1999 foi comprada por os atuais proprietários. Com um esforço de equipa, criou-se uma fórmula de trabalho, onde harmoniosamente se concilia o fabrico tradicional e o vanguardismo que caracteriza a pastelaria atual.


Vencedor 4ª Edição
Produtos Transformados

Elderink Lacticínios

Os pimentos recheados da Elderink Lacticínios são comercializados sob a marca TIPIACE e são a mais recente novidade desta recém criada empresa.

A elevada e reconhecida qualidade do leite produzido pela Herdade das Pedras, onde se encontra a vacaria, permite a produção de massa de queijo creme fresca a partir do leite inteiro, com tratamento térmico lento a baixa temperatura (ou seja, pasteurização lenta), com fermentação igualmente lenta e demorada, o que torna o produto com baixo teor em lactose, Ph baixo (na ordem dos 4,5), inibindo assim o desenvolvimento de microrganismos.

A empresa Elderink Laticínios, surge em 2016 com a finalidade de colocar no mercado produtos de qualidade e inovadores garantindo a valorização da matéria-prima. A Herdade das Pedras localizada em Santa Susana, Redondo com cerca de 190 hectares, conta com um efetivo de 1000 animais.

Produto: pimento recheado


Vencedor 4ª Edição
Inovação

Montiqueijo

O projeto QUEIJO FRESCO EM BARRA da Montiqueijo tem como objetivo o desenvolvimento de um novo conceito de queijo fresco, original, visando o alargamento da gama de produtos.

Para além de conservarem os requisitos principais de queijo fresco tradicional produzidos a partir de leite de vaca, se diferencie em forma, tamanho e trabalhabilidade, em consonância com o nicho de mercado alvo que se pretende alcançar.

A Montiqueijo – Queijos de Montemuro, Lda é uma empresa de produtos lácteos, especializada na produção de queijos de vaca, fundada em 1963 pelo casal Carlos e Ludovina Duarte, onde a tradição no paladar permanece desde as gerações mais antigas. A família Duarte iniciou a sua atividade com uma pequena queijaria em Lousa, para vender queijo fresco em Lisboa e rapidamente conseguiu impor-se, sendo atualmente umas das principais marcas portuguesas produtoras de queijo fresco, requeijão e queijo curado de vaca. É a única marca em Portugal que produz os seus queijos desde a origem.

Produto: Queijo fresco em barra


Vencedor 4ª Edição
Ideias com potencial

Prisca Alimentação

A Casa da Prisca propõe-se avançar com a colocação no mercado de um novo produto: o leitão Bísaro confecionado, através de uma técnica inovadora de pré-assadura.

O produto estará disponível em dosagens diferenciadas e permitirá ao consumidor o acesso rápido e sem perda das caraterísticas típicas e organoléticas do tradicional leitão assado.

A Prisca – Alimentação, S.A. é uma média empresa que se insere na indústria transformadora alimentar. Está localizada em Trancoso, no distrito da Guarda e dedica-se, desde a sua fundação, à produção e comercialização de produtos à base de carne, especificamente enchidos diversos e presuntos. Produz igualmente doces e compotas diversas.

Produto: Leitão confecionado

Vencedor 3ª Edição
Carnes e Preparados de Carne

Vivid Foods, Lda.

A VIVID FOODS, Lda é uma jovem empresa criada em 2014. Pretende responder às necessidades latentes do mercado e dos distribuidores, com preocupação pelos grupos de novos consumidores: “Ambientalistas e Preocupados”, “Ativos e Saudáveis” ou “Sérios Apreciadores”.

Motivada pela diferenciação, tem lançado gamas inovadoras e únicas no mercado. Tem em curso novos projetos, como as refeições prontas a cozinhar e produtos de abordagem a grupos de consumidores modernos, cujas preocupações se foquem na saúde, no planeta, no bem-estar animal ou na obesidade (nomeadamente infantil). Nesta candidatura o produto apresentado procura cruzar as necessidades do mercado, as características naturais dos Açores e a habilitação dos produtores locais.

A candidatura a este prémio é feita em parceria com a UNICOL – Cooperativa Agrícola, CRL, com sede na Ilha Terceira, Açores, uma cooperativa de agricultores que conta atualmente com cerca de 800 associados.


Vencedor 3ª Edição
Produtos Processados - Enchidos

Quinta dos Fumeiros – Peru

A história da Quinta dos Fumeiros começa com Aurora Miranda do Rego, criadora de suínos de Poiares.

No final da década de 1980, a família dedicou-se à exploração de um talho e foi a partir daí que começou o trabalho de criar produtos transformados com base no fumeiro tradicional e em receitas que estão na família há 75 anos, e às quais a atual geração foi adicionando elementos de inovação.

Assim, ao longo do tempo, a Quinta dos Fumeiros foi desenvolvendo muitos produtos diferentes e hoje tem um catálogo que oferece enchidos de peru e de porco. Destacam-se o presunto de peru e o enchido de cachaço de porco com que se candidatou a este prémio.


Vencedor 3ª Edição
Produtos Processados - Vinhos

Hubertus Johannes Lenders (Bonjardim)

Os vinhos Bonjardim, produzidos na Quinta da Portela, Nesperal, são um exemplo de uma produção baseada nos três pilares da sustentabilidade: social, ecológica e económica.

Comprando este produto, protege-se cerca de um bilionésimo da área cultivada global. Paralelamente, uma parte dos lucros dos Vinhos Bonjardim é destinada ao apoio do desenvolvimento da Métrica de Sustentabilidade Best Practice Price (BPP), que mostra a que preço o produto deveria ser vendido se fosse produzido de acordo com as práticas mais sustentáveis.

Em termos de sustentabilidade social e económica, a Quinta da Portela está a dar uma mais-valia não só em termos de produtos agrícolas, como também na defesa da economia local, contra a desertificação social da região – em termos de emprego é dada preferência aos residentes na região. Desde 1989 que optou pela agricultura biológica, sendo certificada como tal desde 1992.


Vencedor 3ª Edição
Produtos Processados - Queijos

Granja dos Moinhos

O queijo de cabra, tipo “Puro Chévre”, produzido na Quinta da Granja, foi pioneiro na região e no país.

Projeto único na área dos lacticínios com fabrico de queijo de cabra com leite cru, usa uma tecnologia de fabrico que recorre a uma coalhada feita à base de fermentos lácteos, de produção diária na própria queijaria, a baixas temperaturas (24º) e coagulação lenta do leite (24 horas). Ao leite são adicionadas três estirpes de bolo “Penicilium”, que se desenvolve durante o processo de curar que dura entre três a quatro semanas.

O impacto social e económico é relevante, uma vez que promove o desenvolvimento local pela compra de leite e outros produtos a produtores da região. Recorre ao uso das melhores práticas ambientais, a começar pelos rebanhos, que pastoreiam livremente nas encostas da serra de Montejunto, não usando alimentos processados. Na queijaria todo o fabrico é manual e respeitando as melhores práticas ambientais. São usados apenas métodos tradicionais e ancestrais. Todo o processo de fabrico e tratamento remonta a tradições muito antigas, desde as condições dadas ao rebanho até ao produto final.


Vencedor 3ª Edição
Produtos da Pesca/Preparados

Receituarium, Lda

A Receituarium é uma empresa com competências na área de desenvolvimento e fabrico de produtos pré-cozinhados ultracongelados.

O conceito das almôndegas de cavalas, com que se candidatou ao PIPN, surge com o intuito de proporcionar especialmente para às crianças em idade escolar, uma alternativa apelativa e sedutora de consumir peixe, facilitando igualmente o trabalho dos profissionais envolvidos (nutricionistas, cozinheiros, administradores e outros), através da integração nas suas ementas de um prato equilibrado, rico em ómega 3, de baixo custo, fácil e rápido de confecionar, para além de altamente sustentável aos níveis económicos e ambientais.

Depois de criada a primeira almôndega e de se ter reconhecido o seu potencial, decidiu-se criar uma segunda referência direcionada ao público adulto. Assim são produzidas duas composições distintas: a “kids” e a “Spycy”. A primeira está voltada sobretudo para jovens e a crianças, a segunda, mais condimentada, visa o público adulto. Em ambos os casos não são adicionados quaisquer aditivos como emulsionantes, aromatizantes, gelificantes, entre outros.

Ao nível do impacto social e ambiental, este projeto reúne as condições para o desenvolvimento da economia local (Peniche). A principal matéria-prima existe em abundância na costa de Peniche e é uma das principais fontes de rendimento de quem se dedica à atividade piscatória. A cavala é considerada como um produto subaproveitado e altamente sustentável aos níveis ambientais, económicos e nutricionais.


Vencedor 3ª Edição
Frutas e Preparados de Fruta

POM Portugal, Lda.

A Romã Pomegranate é a marca, o rosto da empresa POM-PORTUGAL, LDA, fruto da união de três amigos, que se instalaram recentemente como jovens agricultores, com os primeiros projetos de romãzeiras no Baixo Alentejo e sentiram a necessidade de se juntarem para darem resposta a mercados cada vez mais exigentes, seguindo o velho ditado “A união faz a força”.

A POM-PORTUGAL, LDA, visa promover a concentração da oferta e colocação no mercado, promover as boas práticas de cultivo, sustentabilidade ambiental e rastreabilidade dos produtos. Acredita que a fruticultura tem um enorme potencial de desenvolvimento a nível nacional, constituindo uma aposta com mais-valias económicas e ambientais, sendo fundamental uma articulação entre o setor, investigadores e instituições públicas, que permitam desenvolver projetos com interesse e que correspondam aos padrões de uma sociedade cada vez mais exigente. Para a POM-PORTUGAL, LDA, inovar é acredita que se pode fazer sempre mais e cada vez melhor. A inovação tem de estar presente em toda a cadeia, desde a produção, à colheita, consumo em fresco e indústria.

Vencedor 2ª Edição

Aromáticas Vivas – Artur Lima

A Aromáticas Vivas foi fundada em 2009 com o objetivo de ser, em Portugal, a maior e mais inovadora produtora de ervas aromáticas frescas.

Conta, atualmente, com uma área de produção superior a 4ha produzindo e comercializando uma variada gama de ervas aromáticas em vaso e cortadas ao longo de todo o ano.

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